Terça-feira, 24 de Julho de 2012

 

Numa sociedade cada vez mais alicerçada em lugares-comuns, apática e influenciada pela voragem mediática que muito deturpa e que torna quase tudo lixo, ler este senhor é um enorme prazer e um modo feliz de escapar à monotonia dos dias. E este livro é um grande livro, bem executado e pensado, a que recorro algumas vezes quando procuro respostas.

Num tempo igualmente cheio de ignorantes armados em doutores, onde desconhecer o que fomos e ignorar o que somos é atributo essencial para o sucesso da comédia em exibição, não estranhemos então a suprema arrogância dos que se passeiam imbuídos das certezas efémeras e do ruído apocalíptico. Mas quem ousar querer ser diferente, pode começar por aqui. Afinal, conhecer melhor as instituições e as razões que, outrora, garantiram a nossa ascensão – competição, ciência, direitos patrimoniais, medicina, sociedade de consumo, ética no trabalho – pode ajudar a compreender melhor os motivos que, agora, nos levam a um tão acelerado declínio. Se ainda vamos a tempo, é que já não sei. No que vejo, no que sinto, no que penso, somos um caso perdido. Fica a tentativa.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 10:32 | link do post | comentar

Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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