Sexta-feira, 14 de Setembro de 2012

Vivo rodeado de máquinas. Dizem-me que a inovação tecnológica assim o obriga e que a única coisa que me resta fazer é esta adaptação aos novos tempos. Não sei. Como bom conservador que sou, sou um notável resistente à mudança tecnológica, embora cedo ou tarde acabe por me embrenhar nela, mas não sem antes fazer muitos telefonemas para perceber como as coisas funcionam. Sou um chato. Um verdadeiro chato para os meus amigos que, com santa paciência, me aturam as aventuras tecnológicas. Mas a verdade é que ando mesmo embrenhado em máquinas: computador, telemóvel, carro, televisão, box de TV (uma invenção maravilhosa), micro-ondas e outras diferentes panóplias, algumas bem inúteis por sinal.


Quando um tipo como eu vive rodeado de máquinas espera então que elas funcionem sobre qualquer circunstância. Tem que ver com a confiança que depositamos nas coisas. Assim, um tipo como eu entende que um carro tem de travar, que um telemóvel tem de telefonar e de ver a internet, que um computador tem de arrancar e guardar os documentos que precisa e por aí adiante.

O problema é a preguiça para os sinais. Se o carro chia deve significar que precisa de travões. Se o telemóvel está lento deve significar que precisa de ser mudado. Se o computador faz um barulho estranho que antes não fazia deve significar que é urgente fazer uma cópia de segurança de tudo o que se tem ali guardado.

Se à preguiça para os sinais, juntarmos a inércia declarada para a resolução do problema, o resultado pode ser um desastre de proporções bíblicas. Porque é preciso entender que quando uma máquina se queixa (barulho esquisito ou menor desempenho, semelhante a uma dor que um humano tenha) que há qualquer coisa de errado. E pronto: foi assim que depois de três semanas a fazer um barulho muito esquisito o disco do meu computador foi à vida, é totalmente irrecuperável e eu não tenho nenhuma cópia do que lá tinha. Extraordinário.


publicado por Bruno Miguel Macedo às 12:33 | link do post | comentar

Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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