Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013

Como a notícia propicia, a voz que defende esses interesses só pode ser a do Dr. António José Seguro que, para além de escrever cartas, também viaja de avião até Bruxelas para se dar a conhecer. Mas uma análise cuidada, fora das limitações das notícias fabricadas e da inusitada propensão para relevar o irrelevante, denoda aquilo que o Dr. Seguro é: uma nulidade efectiva sem nenhuma ideia própria, que gasta o tempo a falar de trivialidades. Depois da agenda do crescimento (que ele nunca explicou) a nova originalidade passa pelas ditas cartas onde perora sobre Portugal e umas visitas a terras estrangeiras para se mostrar viajado. A isto, soma-se a ladainha feita para entreter o  povo e se mostrar muito, ou demasiado, indignado. Tudo isto faz parte de uma mesma estratégia. Como é natural, depois de amansado o clima de guerra civil, o Dr. Seguro aguarda, fazendo-se notar, pela derrocada do regime e pela queda do poder no seu colo. Nessa altura, não aparecerá só, mas também não virá bem acompanhado, atestando pelas luminárias que ele diz serem uma alternativa credível à falta de credibilidade do momento, como diz ele, actual. Se a política merece bem melhor que esta irracional possibilidade, o país, então, nem se fala. Mas se cairmos nesta esparrela, não será por não termos sido avisados.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 17:23 | link do post | comentar

Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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