Quarta-feira, 18 de Setembro de 2013

Os avisos tomaram conta do espaço público. Não há nada nem ninguém que não lance avisos (às vezes, disfarçados de ameaças, de chantagens ou de outras coisas feias), dando um certo ar douto e compenetrado de que a razão dos seus argumentos reside na assunção das suas certezas. Contra as certezas dos próprios, há sempre um certo género predestinado de caos. E há de tudo: há os avisos do governo e dos seus membros, há os avisos dos candidatos nas eleições, há os avisos do Presidente da República, há os avisos de Bruxelas e dessa tróica que voltou a invadir o país, há os avisos dos sindicatos, dos ideólogos, das corporações e dos opinion makers, há os avisos dos jornais e das televisões. São avisos para todos os gostos e para todas as ocasiões, consoante o trigo e joio que estejamos a separar e do assunto em cima da mesa. Este estado de necessidade permanente de viver em “aviso” é claramente um modo útil de manter o indígena em avançado estado de decomposição e de estupidificação. Vale que de avisos andamos todos fartos até esse tutano enchido de balelas e de falsas esperanças. Só não sabemos quando acaba o suplício.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 11:29 | link do post | comentar

Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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