Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011

 

O homem propõe-se fazer tudo o que é necessário para atingir a meta mítica do défice com que sonhou nem que seja preciso esmagar-nos ainda com mais impostos em nome da “credibilidade do nosso país”.

Vem aí mais sufoco, do duro, daquele que nos empobrece ainda mais e que nos deixa mais longe do conforto a que estávamos habituados. Vem aí mais fardo, do pesado, para cima dos mesmos porque nestas coisas são sempre os mesmos a pagar a crise. Tudo em nome da credibilidade que ele sim, nefastamente, não tem. Ainda não chega?



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Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

 

O Sr. Capoulas dos Santos, uma verdadeira nulidade, vem aí falar, pelo engenheiro, de uma moção com o nome de “Defender Portugal, Construir o Futuro”, título que só poderá ser uma brincadeira de muito mau gosto. Entretanto o Dr. Serrão não será tido nem achado nesta deslocação porque de acordo com o próprio Sr. Capoulas “ele é um adversário, [e] não temos nada a tratar”. O Dr. Serrão já fez saber, via facebook (porque o Dr. Serrão é muito moderno e sabe como fazer chegar os seus recados), que está em curso uma emboscada para condicionarem a liberdade de acção no (…) PS”, coisa que ele pretende não admitir, fazendo qualquer coisa que mete uma “culatra”. Este interessante ping-pong de palavras é inequívoco da futilidade de toda esta conversa e da ausência periclitante de uma ideia que sustente um PS sem emenda e povoado de cadáveres. No meio da guerra civil iminente, é melhor passar o domingo a ler.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 20:15 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sábado, 26 de Fevereiro de 2011

 

O Expresso prometeu e cumpriu e este fim-de-semana lá começou a revelar os documentos da Wikileaks que metiam Portugal ao barulho. Para início optou por uns telegramas de um ex-embaixador americano de nome Stephenson que arrasam alguns dos negócios feitos pelo ministério da defesa, que diz que o ex-ministro Severiano Teixeira era fraco e sem influência e que Portugal era um país de generais sentados, isto para citar apenas alguns exemplos.

 

Infelizmente, no meio de tanto telegrama, ficou bem patente alguma confusão do ex-embaixador sobre os assuntos internos nacionais, confundindo ou truncando realidades, o que ou lhe mina a credibilidade ou elucida bem o seu desespero em querer sair do meio dos bárbaros. Ainda assim, dois conselhos ao ex, ao actual e a um futuro embaixador. 1º: Este país não é para funcionar. É para ir funcionando. 2º: Metam-se na vossa vida. Ou, como se dizia no meu antigo bairro, a vossa vida não vos chega?



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A Dra. Ana Gomes, que ficou conhecida por defender os direitos dos terroristas ao mesmo tempo que criava embaraços diplomáticos graves, tem destas coisas: nunca está satisfeita e nunca sai de cena. É isso que podemos concluir com a entrevista dada hoje ao i na sua edição de fim-de-semana. Lá estão as bicadas ao governo e ao PS e, estranhamente, uma quase ilibação da acção do Eng. Sócrates que roça o insulto – a Dra. Ana vai votar em Sócrates, porque ele tem “as qualidades necessárias para levar o país a sair da crise”.

 

Num outro prisma, defende uma remodelação do governo onde tem de estar incluído o ministro Amado por motivos que não são difíceis de imaginar e tem pena que o BE seja “avesso a assumir responsabilidades governativas” o que o impede de fazer uma coligação governativa com o PS (???). Toda a entrevista, como se vê, resume-se a uma sucessão de histórias e historietas que a Dra. Ana é fértil em criar e que mete ainda o processo Casa Pia. Lá para o fim da mesma a Dra. Ana, que é também eurodeputada, tem ainda tempo para acusar o Dr. Barroso de estar “às ordens da senhora Merkel” o que faz dele um pessoa propensa a ser “fraco pelos fortes”. No meio de tanta imaginação, foi preciso esperar pelo fim para se ver algo que fosse verificável.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 15:29 | link do post | comentar

 

No dia em que se ficou a saber que o Dr. Trindade concorre contra o Dr. Serrão, mas que não pretende “fragilizá-lo”, o DN também traz à estampa uma entrevista com o Dr. Louçã que virá inaugurar amanhã a nova sede do Bloco na Região. O Dr. Louçã, conhecido populista e mestre na arte da demagogia barata, lê-se numa penada. O argumentário ali presente, de uma simplicidade atroz, é o mesmo aplicado a todos os assuntos sobre os quais o Dr. Louçã tergiversa, com aquele seu ar compenetrado e ligeiramente alienado. Nota-se perfeitamente o seu desgaste e a sua incapacidade em conseguir mudar o que já não tem remédio. O Dr. Louçã, infelizmente, passa agora o seu precioso tempo ou a pregar no deserto ou para convertidos. Não vale cinco minutos de atenção.



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Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011

 

Livros que explicam a relação dual de harmonia e de conflito entre a democracia e a liberdade. Livros que explicam parte da crise política contemporânea. Livros que nos falam da emergência de um novo conceito de democracia de cariz “iliberal” inimiga da verdadeira liberdade. Livros para compreender melhor o mundo complexo e as teias em que ele se tece. Livros para ver o mundo com outros olhos bem longe da emoção do momento, da irracionalidade própria dos grandes acontecimentos ou da mediatização excessiva das imagens televisivas. Livros para os tempos difíceis que o vento do Norte de África anuncia. Livros para ler e reflectir. Verdadeiros livros.



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E lá está ele na AR a fazer promessas de novos estágios e de novos empregos cheios de nomes pomposos. Lá está ele, a prometer um futuro melhor e a fazer propaganda sobre os seus extraordinários feitos. Lá está ele rodeado de inábeis políticos. Lá está ele a reagir como acossado e incompreendido. Lá está ele a falar de um país que não existe. Lá está ele vestido com a sua pele de cordeiro. Assusta? Assusta muito.



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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

O PSD está interessado em mexer nas competências da ERC, um organismo que ninguém percebe para que serve. A ERC, como se sabe, resulta de negociações entre os maiores partidos, os únicos com capacidade de fazer eleger alguma coisa na AR e que assim distribuem umas cadeirinhas interessantes enquanto simulam algumas divergências. Mas é promissor ver o modo meio atrapalhado como se quer puxar de um lado para tirar de outro e equilibrar um órgão que roça a inutilidade, ao mesmo tempo que se pretende fundi-lo com um outro que também pouca actividade exerce. Mexer com pinças dá nesta coisa de andarmos todos a fazer de conta que estamos a fazer alguma coisa, como aliás os comentários de responsáveis políticos da notícia deixam transparecer. Porque não adianta mexer com pinças naquilo que, pura e simplesmente, deve ser extinto. Nem adianta fazer de conta que estamos preocupados com isso.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 12:00 | link do post | comentar

 

O mercado de transferências futebolísticas está fechado, mas parece que o das televisões não. Agora, um tal de José Alberto Carvalho sai da RTP para engrossar as fileiras da TVI. Aplaudo a poupança em ordenado (quase 16 mil euros mês!!!) que a saída representa para uma empresa falida do Estado que, surrealmente, gosta de fazer concorrência com os ordenados principescos pagos no privado. E aplaudo ainda que um mais ou menos disfarçado apoiante socialista abandone um sector importante do aparelho ideológico do Estado, como definiria o marxista Althusser. No fim de festa, muita gente já anda a sentir o cheirinho de mudança no ar e a tratar da vidinha. Por mim, é-me indiferente, pois a única convicção que me sobra é a de que o moço já vai tarde e que podia levar com ele mais uma meia dúzia, pelo menos. Adeus e boa sorte.



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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

 

 

O Dr. Guilherme D'Oliveira Martins, um insuspeito, também se manifesta contra esta tendência socrática de gostar demasiado do Estado e das coisinhas boas que ele nos proporciona a bem da nossa sobrevivência colectiva e da nossa extraordinária mediocridade. Este é mais um exemplo de como o “socialismo democrático” se propõe continuar a governar o país, enquanto nos enterra bem fundo e a pagar juros bem para além do decentemente aceitável. Entretanto, com certeza sem nenhuma intenção de desviar as atenções, o Eng. do nosso descontentamento, que coloca os filhinhos no mundo confortável do privado e longe destas chatices, exalta o “autocarro eléctrico” e as suas potencialidades, como se tivesse aterrado noutro planeta ou, vá lá, na América do Sul ou na Líbia, ou, vá lá ainda, como se o povo quisesse mesmo saber destes extraordinários autocarros eléctricos. Pena que pela calada, tanta bazófia vá dar ao mesmo sinuoso resultado de sempre.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 16:33 | link do post | comentar

 

 

Neste momento, o Eng. Sócrates treme. Tem um concorrente à altura, não vindo dos Açores, mas da Madeira, região onde como se sabe, o PS obtém excelentes resultados eleitorais. O candidato apresenta uma moção de nome pomposo: "Mais PS, Portugal como desígnio de si próprio", um nome que deixa no ar aquela sensação de ambiguidade própria de quem não tem nada de concreto para dizer. Pelo meio, ao que dizem, propõe-se combater "as investidas neoliberais" do próprio Eng. e do seu governo. Interessante ponto de partida. O Dr. Serrão, o tal candidato que colocou o Eng. Sócrates a tremer, deve desconhecer o que é o verdadeiro liberalismo, doutrina baseada na liberdade individual seja ela de natureza económica, política, intelectual, cultural e religiosa, que coloca o Estado ao serviço dos cidadãos (e não o seu contrário como actualmente acontece) e que se distancia liminarmente do capitalismo selvagem, termo muito em voga.

Qualquer comparação entre o liberalismo e a realidade portuguesa é um exercício puramente académico que o Dr. Serrão manifestamente não consegue fazer. O problema português nada tem que ver com o liberalismo ou com o "neoliberalismo", seja lá o que isso for. Tem mesmo que ver com o socialismo dito democrático (?) que pelos vistos o proponente quer agora impôr, mas cujos resultados já estão, há muito tempo, à vista de todos. De facto, é precisamente o contrário: há demasiado socialismo em Portugal para tão pouco espírito liberal.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 12:20 | link do post | comentar

Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

 

Não devíamos estranhar nada disto. O fascismo entra-nos casa adentro sem contemplações para ensinar o indescritível indígena a conviver com os outros e consigo mesmo. Haverá um dia que ele viverá plenamente controlado, com as gorduras em dia e com as calorias estritamente necessárias; fará exercício matinal em rede e à frente de um computador, não fumará, nem beberá vinho (ou outra coisa pior); viverá em plena contemplação para evitar ataques cardíacos e ansiedades desnecessárias e comerá muitas verduras e frutas variadas. Viverá até aos 100 ou 150 anos, idade mínima admitida. Mesmo que ele não queira, não há qualquer problema: o Estado trata-lhe do assunto, que é o mesmo que dizer, trata-lhe da vidinha. Não daquela que o indígena quer viver, mas daquela que o Estado quer que ele viva. A bem ou a mal. E à força da legislação idiota. Tudo em nome da saúde, do progresso e da criação de um homem horrivelmente novo. Onde será que eu já vi isto?



publicado por Bruno Miguel Macedo às 17:34 | link do post | comentar | ver comentários (3)

 

Com a televisão cada vez pior, honrosa excepção aos canais da FOX com as suas séries de encher o olho (e, pronto, alguma da SIC Radical de que também gosto), dedico-me mais à leitura, o que é óptimo. Sempre com vários livros ao mesmo tempo porque isto depende da disposição e daquilo que alguns apelidam de estado de alma. Greene, por exemplo, anda sempre no topo das infindáveis torres da mesa de cabeceira porque como ele há, ou se calhar houve, poucos. Este é apenas um dos que valem a pena porque amar Greene e aquilo que ele escreveu não é difícl: basta tentar. A literatura, ao contrário do que por aí é moda, pertence aos velhos, aos sábios, aos experientes, àqueles que sabem mesmo inventar personagens e contar histórias. Tudo o resto, pode divertir imenso, mas não enche as medidas. E no meu caso, só servem mesmo para perder tempo.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 16:43 | link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Isto resume bem parte da actual idiotia que reina na política. E o erro que é a criação de quotas para satisfazer ideologias igualitárias como se nós não tivéssemos todos os mesmos direitos e deveres. E já agora oportunidades. Mas não deixa de ser interessante como uma coisa menor, está há três anos para ser resolvida. Isto dentro de um partido que se propõe ser alternativa política, mas que não consegue resolver simples casos de corte e costura. Há certos momentos em que se desfazem dúvidas milenares: homens e mulheres não são assim tão diferentes. Pelo menos, no que à política diz respeito.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 10:33 | link do post | comentar

 

 

Talvez seja tempo de acabar mesmo com os truques e as falácias e com estes artifícios semânticos. E deixarmos por um momento de fazermos  figuras tristes. Não há combate ao défice e à crise esmagando apenas nos impostos e esquecendo o mais importante: a nossa própria despesa. E já não há pachorra para aturar esta gente.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 09:53 | link do post | comentar

 

 

É pena que não deixem o futebol em Portugal ser melhor e mais equilibrado. Para quem viu o jogo de ontem, fica a triste evidência de que entregaram, propositadamente, o título demasiado cedo a um dos competidores, tirando a emoção que o futebol merece. Não gostando do Benfica, reconheço que há momentos em que aquele futebol encosta o adversário às cordas. E que aquele flanco esquerdo é fenomenal.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 09:48 | link do post | comentar

Sábado, 5 de Fevereiro de 2011

O Projecto Farol, uma iniciativa privada, lançou recentemente um estudo que apresentou conclusões preocupantes para os políticos do país. Nesse estudo ficou patente que uma larga maioria dos portugueses desconfia ou confia muito pouco nos políticos (94%), nos governos (90%), nos partidos políticos (89%), na Assembleia da República (84%), nos tribunais (76%), nos sindicatos (74%) e na Administração Pública (75%). Num outro prisma, 46% dos portugueses diz que está pior ou muito pior do que há 40 anos atrás (!) e 58% pior ou muito pior do que há 25 anos. Mais: 78% entende que o país caminha na direcção errada e 58% está convicto que daqui por dez anos viveremos ainda pior. Não deixa de ser interessante verificar alguns pontos de vista porventura antagónicos que os portugueses expressam no estudo e que evidenciam uma maneira de ser e de estar muito portuguesa. Mas há conclusões importantes às quais não devemos ficar indiferentes. E essas prendem-se com a política e com os seus actores, e com o seu infindável rol de contradições. A descredibilização evidente de boa parte da classe política é um sinal incómodo de que algo vai mal no sistema português e na qualidade da nossa democracia. A abstenção dispara para valores malditos e os vendedores de banha de cobra mentem descaradamente para atingir os seus fins, entrando num jogo populista demasiado perigoso e demasiado incendiário, com bons resultados eleitorais, o que não pode significar coisa boa. E eis o cerne da questão: ou todo o sistema político se refunda e se volta para a resolução real dos problemas concretos dos portugueses, dando-lhes os instrumentos e facilitando-lhes a sua vida quotidiana, ou entramos num remoinho sem retorno de onde não escapará ninguém – nem velhos nem novos, nem homens nem mulheres. É nestes moldes que o actual processo de revisão constitucional deveria ser o tal murro na mesa dado pelos políticos sérios que não querem ficar reféns do politicamente correcto nem da mediocridade em que se transformou a nobre arte da política. Nos tempos de dificuldade precisamos todos de coragem e de visão e de falar olhos nos olhos ao povo do país, devolvendo aos políticos a essência da sua arte e a capacidade de transformação responsável. Sem rodeios e sem subterfúgios. Porque perder esta oportunidade não é apenas hipotecar o presente e adiar, sine die, o futuro. É, antes de tudo o resto, cair directo no olho da tempestade e ficar a observar o nosso lento e desesperante suicídio.

Publicado no Jornal da Madeira de 29 de Janeiro de 2011


publicado por Bruno Miguel Macedo às 15:34 | link do post | comentar

Da mente socialista saiu, a meio do Verão passado, a ideia luminosa de criar uma plataforma capaz de derrotar o PSD/Madeira e o seu governo. Vai daí o Dr. Serrão, ligeiramente inchado, decidiu convidar os restantes partidos da oposição e um número razoável de organizações independentes (?) para um diálogo franco e aberto sobre o futuro (?) da Região. Infelizmente, notícias entretanto avançadas disseram-nos que a maioria dos convidados decidiu dar falta de comparência a tão propalado evento, o que deixou o Dr. Serrão ligeiramente menos inchado e o Dr. Escórcio e o Dr. Pereira, os estrategas, a falar para o ar e para o vazio, como é habitual. Mas não querendo ser tomado por fraco, e um pouco farto de ser infamemente ignorado, o Dr. Serrão rapidamente redefiniu as suas baterias para uma outra coisa que denominou de Autonomia Aberta, um género de seminário concelhio que, julgo eu, terá como finalidade objectiva explicar ao próprio Dr. Serrão o que é a Autonomia e porque é que o PS/Madeira devia estar do lado dos madeirenses e não dos centralistas do Estado, por exemplo. Tudo isto aparentemente disfarçado de programa de governo que, esperemos, acabe com mais do que as duas páginas sofridas e ilegíveis do costume. Entretanto, e a meio do vexame que poucos ainda notaram, a plataforma antes de ser já era e a Autonomia dita aberta segue pelo mesmo tortuoso caminho. Ainda não satisfeito com o destino das suas estrepitosas ideias, o Dr. Serrão, que gosta de reciclar para mostrar boas práticas ambientais e aparecer infinitamente na comunicação social, voltou por estes dias à carga com a dita plataforma, talvez entusiasmado com resultados eleitorais que não foram obra dele, mas que lhe podem servir como proveito acrescido. Novamente, a ideia não colou e toda a oposição recusou, ainda que pouco sabiamente, a oferta. E porquê pouco sabiamente? Porque no meio desta originalidade insular promovida pelo líder socialista local, há uma reflexão simples que resume toda esta barafunda e que é, no mínimo, deliciosa: como forma de tentar evitar a sua mais do que provável extinção, o Dr. Serrão vê como única escapatória possível convidar as raposas para visitar o galinheiro. Boa estratégia.

Publicado no Jornal da Madeira de 29 de Janeiro de 2011


publicado por Bruno Miguel Macedo às 15:28 | link do post | comentar

Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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