Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011

E Cassius, pela mão de Shakespeare, olhou para Brutus e disse-lhe: "Men at some time are masters of their fates: the fault, dear Brutus, is not in our stars, but in ourselves, that we are underlings." Nem mais.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 18:33 | link do post | comentar

 

A derrota de Sarkozy na Cimeira de Cannes do G20 é, primeiro que tudo, a derrota da Europa perante um novo mundo, pouco complacente para com quem se recusa enfrentar a realidade. Eduardo Lourenço uma vez chamou a esta Europa de “desencantada”. Hoje, olhando não apenas para o seu natural desencanto, sentimos na pele estes tempos desgostosos em que o Velho Continente já não é mais que um continente velho caminhando, irremediável e inexoravelmente, para a sua quase total irrelevância. A peça mundial perdeu então os seus velhos actores para dar protagonismo aos novos senhores do mundo que, deleitando-se com a comicidade da história e a sua deliciosa ironia, se riem interiormente para que, exteriormente, se dêem um ar sério. Os europeus, outrora altivos e orgulhosos, retiram-se, enxotados e humilhados, da cena. E cai o pano sobre a Europa.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 18:30 | link do post | comentar

Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011

É na sabedoria dos antigos (por mais que tentemos, dificilmente se inventa algo de novo) que procuro muitas das respostas e que insisto, persistindo. E nos tempos agrestes que atravessamos, certos pensamentos são como bálsamos imediatos que nos deixam a meditar nas [suas] palavras. E hoje, depois de um pequeno-almoço algo introspectivo e a pensar na desordem do mundo, surgiu-me Publius Tacitus: “To ravage, to slaughter, to usurp under false tittles, they call Empire, and where they make a desert, they call it Peace”. Bom dia.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 09:40 | link do post | comentar

Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 10:54 | link do post | comentar

Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

 

A jogada de Papandreou é arriscada. Talvez demasiado arriscada. Mas também pode ser decisiva para haver luz ao fundo do túnel. A decisão está agora nas mãos do povo grego que tem duas opções em cima da mesa: ou vota favoravelmente o referendo e com isso aceita as regras impostas pelas entidades externas, sofrendo igualmente as consequências de um certo, e inevitável, empobrecimento; ou vota contra e salta automaticamente da União e do Euro, afundando-se e criando um buraco sem aparente possibilidade de saída. Dê por onde der, o debate promete pelo menos ajudar a esclarecer e a legitimar a sua real vontade, e a tirar a violência da rua onde muita gente se passeia apenas interessada em fazer arder. Por acréscimo, força a União (os seus povos) a empreender um verdadeiro debate sobre as suas opções e sobre o caminho que quer trilhar.

 

Quando se avisou que se construía tudo demasiado à pressa ninguém ligou. Agora, siderados pela perspectiva grega, não adianta aos líderes europeus chorarem sobre o leite derramado e pressionarem o que não deve ser pressionado. A Europa jaz assim petrificada na decisão de uns poucos. E se não sobreviver a esta primeira grave e grande crise institucional é porque não soube criar o mais importante: laços puros com o cidadão comum farto de ter de acatar o que burocratas sem rosto decidem na lonjura e no segredo dos gabinetes. Que sirva de monumental lição. Para todos sem excepção.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 18:33 | link do post | comentar

Já se percebeu que o Dr. Seguro quer arranjar uma forma airosa de se desmarcar do orçamento de austeridade que aí vem. Se tal acontecer, ele demonstra que é pueril e que é impreparado para ser presidente de alguma coisa, ainda para mais nas circunstâncias extraordinárias deste período conturbado. Nesta política colada aos estudos de opinião e às sondagens, os actores persistem no acessório e não no essencial. E marcados por este estigma, e ainda para mais depois de ligados à troika e ao seu memorando, o PS e o seu líder procuram agora a provocação certa para saltar fora do barco e assim enfraquecer o governo. Mas os arautos do facilitismo político e irresponsável deviam olhar para além do seu modesto umbigo e perceber a alternativa a tudo isto. E se querem semear ventos, então que colham, depois, prodigiosas tempestades. Certamente, não terá sido por falta de aviso.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 09:28 | link do post | comentar

Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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