Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012


Os que hoje se aviltam contra o Orçamento do Estado dizendo que é irrealista, fantasioso, impossível de cumprir e macroeconomicamente imaginativo, devem ser os mesmos que outrora aceitaram Orçamentos do Estado realistas, nada fantasiosos, possíveis de cumprir e macroeconomicamente sérios. Perguntas únicas aos sábios: com tanta clarividência no passado e certeza sobre o actual Orçamento, como é que chegamos à lama do presente? E, já agora, quando?




publicado por Bruno Miguel Macedo às 11:08 | link do post | comentar

O circo político vive do dislate incompreensível à maioria dos comuns mortais que não entende certas atitudes e muito menos a gritaria instituída. Este exercício, aparentemente duro mas igualmente infantil, é o predicado que orienta uma mente pequenina que quer estar no barco e ao mesmo tempo não estar no barco, consoante a forma da borrasca ou a dimensão da onda. Esta inútil metamorfose política, ou este festival de androginia se preferirem, torna clara a impreparação para lidar com o mundo dos adultos, recusando-se sair do quarto das crianças onde vive. Por certo, o Dr. João Almeida, outrora presidente do Belenenses (que rapidamente largou mal vieram as eleições antecipadas) podia fazer diferente: em vez de gritar que é contra, que foi contra, que não quer, que não aceita, podia simplesmente ir-se embora, bater com a porta e assumir o papel de um “adulto”, coisa que não lhe ficaria mal. A vida, para felicidade (ou será infelicidade?) nossa, ainda tem muito que ensinar a estes “meninos” obcecados com a imagem, obstinados com a sobrevivência e tresloucados com o ruído popular e popularucho onde adoram passar pelo papel de Peter Pan. E então a política, essa, ainda vai ensinar mais. Ora se vai.



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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012

A "Europa", despida de qualquer verdadeira capacidade militar (condição essencial para exercer o “poder”) foi aos poucos despertando do limbo (depois de viver mais de 40 anos protegida pelos EUA) e aceitando, por culpa própria, a sua inutilidade num mundo que não a respeita e que, já se viu, pouco conta com ela. O que vai acontecer nos Açores, não é então nada de inesperado ou de imprevisível: os interesses americanos mudaram na geografia como mudaram no tempo e nas certezas. E tristes dos que pensavam que os americanos manteriam o acessório por tempo indeterminado, apenas para gáudio do indígena.
A terra gira e com ela, o mundo - acreditam? - muda. Optar pela ficção institucionalizada em detrimento de aceitar a realidade não é, por conseguinte, um problema do lado dos americanos. É um problema,  sem resolução como se nota, do lado dos europeus.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 17:30 | link do post | comentar

Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012

Sim: há muito que nos autodestruímos por obra e graça das proclamadas prioridades que os sucessivos governos inventaram. Relembremos que as prioridades passaram por destruir a agricultura, esquecer a indústria e engrossar a administração pública em todos os seus sectores. A banca e os restantes serviços associados, tornaram-nos num país de serviços e o espalhafato turístico e a construção desenfreada e sem regras fizeram o restante. O esquecimento do Mar veio por arrasto e por inevitável conveniência: num país sem barcos tornava-se difícil aproveitar qualquer coisa dali.
Convinha, contudo, ainda dizer, recordando-o aos mais esquecidos, que o Dr. Cavaco foi primeiro-ministro deste país (que pelos vistos ele agora não reconhece) durante dez anos e que noutros dez será presidente deste mesmo país. A oração e as penitências diárias mais as homilias televisivas repetidas até à exaustão tornam-se assim, no vagar dos dias, insuportáveis. Mas ainda mais quando as mesmas provêm de ex-responsáveis políticos (ou de actuais responsáveis políticos) que tudo tiveram nas mãos para empreender precisamente aquilo que agora advogam e que antes descuraram. Esta coisa de assobiar para o lado, como se não fosse nada com eles, tem muito que se lhe diga. E a primeira, é que a lata não tem fim. Nem princípios.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 17:05 | link do post | comentar

Abster-se deste debate não é um mero problema de falta de comparência política que trará custos e/ou benefícios a médio e a longo prazo. Mas os homens diferenciam-se dos ratos quando colocam o bem comum acima dos interesses particulares e partidários em vez de à força quererem abandonar o navio que, no fundo, nos trouxe ao pântano inaugurado por Cavaco, Guterres, Barroso e Sócrates. Estamos então no tempo de fazer o que é possível não apenas para salvar o presente e corrigir o passado, mas também para dar algum futuro e esperança às próximas gerações. Por muito que desejemos um Estado Social omnipresente, simpático e duradouro, ele não será possível por obra da inacção ou da insustentabilidade, porque sem dinheiro não há palhaço e porque poucos ainda têm paciência para aturar desvarios. Aliás, O Dr. Seguro a cobro das sondagens até pode recusar-se entrar no caminho da responsabilidade e da afirmação de um compromisso nacional, mas já não pode querer que os respingos de tal decisão não lhe molhem o pêlo e os pés.

Por certo, com o Dr. Soares a servir de amparo e aquela meia dúzia de luminárias que o rodeiam apenas interessadas em salvar a pele (qual delas a pior?), que o Dr. Seguro não está certamente em boa companhia. Só que o Dr. Seguro devia perceber, com urgência, que em certos momentos da vida, mais vale ir só do que ir mal acompanhado.


publicado por Bruno Miguel Macedo às 11:41 | link do post | comentar

Terça-feira, 20 de Novembro de 2012
Presumo que o Dr. Costa, mais a extraordinária câmara em que manda, viva obcecado com a novidade que segue com fúria cega, principalmente se essa novidade vier de longe e servir para mostrar o seu “cosmopolitismo” e a sua venerada e vazia ideologia. Para além da inusitada impreparação, exibida semanalmente num programa de televisão, para exercer qualquer cargo importante, o mesmo Dr. Costa, que já antes sonhava com uma cidade um dia por ano sem carros, agora, também quer uma cidade todos os dias do ano sem carros... de gente pobre.

Num país a empobrecer a olhos vistos, nada como ter um político empenhado em resolver um problema, atacando-o pela raiz, ao mesmo tempo que mostra elevada preocupação com a vida dos outros, um sinal evidente que não tem nada que fazer com a sua. No fundo, no entender do Dr. Costa, se não podes acabar com os pobres, confina-os a uma zona de onde eles não possam passar com as bugigangas que lhes atestam a sua condição, principalmente se essas bugigangas expelirem fumo preto exagerado num passeio dominical ou numa aceleração sem mudança engatada.

Com a sobranceria habitual, o Dr. Costa não resolve, como é óbvio, o problema, mas inventa uma quase original solução. Na verdade, mantendo tudo longe da vista, o Dr. Costa mantém também tudo longe do coração que, por acréscimo, baterá melhor. E se os tempos que correm estão perigosos para carros com mais de vinte anos, reconheça-se que não enviá-los directamente para a sucata, como implicitamente o Dr. Costa deseja, acaba por ser uma sorte. Vale que não viver numa cidade gerida pelo Dr. Costa, também.


publicado por Bruno Miguel Macedo às 16:57 | link do post | comentar

Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012

Assim, como que habitualmente, vamos vivendo um “espírito do tempo” que tudo absorve. A vontade de mudar alguma coisa é forte e é grande, mas entre a vontade e a execução dessa mesma vontade, esbarra-se em tudo o que é obstáculo: nas corporações, nos direitos adquiridos, na ausência de deveres, nos estilos de vida adquiridos e que ninguém quer perder, nas diatribes políticas, no pior das intrigas palacianas, nos comentadeiros a granel que invadem as televisões, no ocaso dos “senadores” que tudo sabem hoje mas que não sabiam no passado e numa "máquina" enferrujada e empenada. Portugal é, claro está, um país de génios. Há uma solução em cada canto e, em cada cabeça, há uma sentença para uma saída airosa para a crise. E com tanto génio à solta só um extraterrestre se admira como terá sido possível chegar aqui, à ruína instituída, à pobreza esclarecida e à terceira vinda do FMI. No fundo e resumindo o meu "espírito do tempo" neste dia quente de Outono vestido com um sol radioso, apenas uma única dúvida, em mim, subsiste. Ou é a realidade que insiste em desmentir a ficção, ou somos nós que insistimos em viver na ficção em vez de querer ver a realidade. Quem nos acorda deste limbo?



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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2012

Pode parecer demagogia, pode parecer inveja ou pode ainda parecer qualquer outro sentimento dos feios, mas o que aqui está é o exemplo do que não deve ser o exemplo no Estado. A criação de infindáveis excepções às regras (não apenas estas, mas também nas que já antes existiam na TAP, na Caixa, no Banco de Portugal, por exemplo), e que deviam ser iguais para todos os funcionários públicos, é um problema que mina a credibilidade do Governo e as políticas que implementa ou que deseja implementar. O Governo, perante a situação social periclitante, que alimenta uma contestação que pode ficar descontrolada, não devia tratar diferente aquilo que é igual.

É, então, vendo a realidade, que as pessoas, interiormente, ruminam as perguntas: como se pode exigir que se acate a austeridade quando os exemplos sem austeridade se sucedem? Como se pode querer que se aceite de ânimo leve cortes e mais cortes quando os privilegiados abundam encostados ao poder? Eis o problema: as perguntas, mais do que genuínas e justificadas, geram respostas que não desejamos. Porque poder até se pode, mas isso fere, a cada dia que passa, a legitimidade necessária para aplicar aquilo que é essencial. E um governo ferido na sua legitimidade, é um governo ferido na sua governação.



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Terça-feira, 13 de Novembro de 2012

Com vídeo ou sem vídeo, com manifestações ou sem manifestações, o mais irónico em toda esta situação política e social é querer apontar o dedo a quem não tem culpa nenhuma do estado a que chegamos. Fazer da Sra. Merkel o bode expiatório dos nossos males e dos nossos pecados é fácil, útil, prático e muito popular mas, na verdade, nada disso é sequer próximo da realidade que exageradamente cultivamos por causa de um passado de despesismo e de regabofe, enquanto nos alimentávamos de um Estado monstruoso e sem qualquer possibilidade de subsistência. Querer agora sacudir a água do nosso capote colectivo é, não apenas contraproducente, como também um indício perigoso de que nos recusamos a aprender alguma coisa. E como todos nós já devíamos ter interiorizado, não me parece que a Sra. Merkel se importe muito com os nossos assuntos, com a nossa indisciplina e conflitualidade e, muito menos, com os “esclarecidos” bitaites do Dr. Seguro (fazendo de conta que não existe um passado) ou da extrema-esquerda em elevado estado de excitação (e pronta para a “revolução”). Aliás, a importância que a Sra. Merkel nos dá resumem-se primorosamente nas sete horinhas (das 11h44 às 18h51) que intermediaram entre a sua aterragem e a sua descolagem: uma reunião, um almoço, uma conferência de imprensa, um “encontro empresarial”, uma intervenção e uma fuga apressada para o aeroporto. Depois do exagerado espectáculo promovido pelo empolamento comunicacional (que não distingue a ilusão da realidade) e depois de ver muitos cuspirem na mão que [ainda] os alimenta, não acredito que a senhora volte tão cedo. E cá para nós, faz ela muito bem.



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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012

 

A Dra. Isabel Jonet teve a infelicidade de dar a sua opinião, num país que lida mal com opiniões fortes ou com opiniões fora da douta normalidade atestada pelo grau de imbecilidade instituído. Infelizmente, a Dra. Jonet já se retratou, o que não devia ter feito, para gáudio dos seus perseguidores e da populaça que, certamente, não entenderam nem o contexto das suas declarações, nem o que as mesmas queriam dizer.

Num país conhecido pela acéfala incapacidade de pensar diferente, eis a democracia e a liberdade de opinião no seu esplendor: minimiza-se todo um trabalho feito em prol dos mais necessitados por causa de meia dúzia de minutos de tempo de antena na televisão, ao mesmo tempo que se dedicam horas a fio ao insulto e à crucificação por causa dessa mesma meia dúzia de minutos.

Presumia que num país habitado por gente que vive à espera do Estado para lhe resolver todos os seus problemas, que seria bom não ver a condenação sumária dos que não se limitam a esperar pelo Estado para fazer pela vida e, já agora, para ajudar os outros. Erro meu. Não só muita gente é mal agradecida, como a liberdade dos outros faz comichão, principalmente se essa liberdade for um exercício da direita ou das pessoas conotadas com a direita. Ainda assim, realço uma notável possibilidade: um país que desce a este grau de mesquinhez, talvez não mereça mesmo gente da envergadura da Dra. Jonet.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 15:19 | link do post | comentar

Com a feira montada, o Bloco reuniu-se em congresso para escolher o sucessor (ou os sucessores) de Louçã. Pelo que vi e li, nas televisões e nos jornais, a seita continua exactamente igual ao que sempre foi: radical e com fortes desejos revolucionários, ainda que agora com liderança bicéfala, um pormenor não despiciente. Na realidade, do Bloco não se pode esperar mais do que este pântano onde ele se move sempre à procura da oportunidade política, da questão fracturante e da arregimentação de descontentes, tónicas presentes em quase todos os discursos dos seus responsáveis, um conjunto de burgueses bem instalados misturados com intelectuais de pacotilha a viver à sombra do Estado.

O mundo que o Bloco deseja já só devia existir nos livros de história, mas o mundo que o Bloco atormenta é real e torna-se, por vezes, vulnerável à sua lengalenga demagógica. Por entre as ruínas da democracia que o Bloco detesta, o Bloco sonha e acalenta erguer uma sociedade totalitária (sim, é disto mesmo que estamos a falar) ou uma nova espécie de fascismo (a palavra com que qualificam os seus adversários, mas que reflecte a sua própria imagem). Não nos deixemos iludir. Dali, daquele pálido encontro molhado pelas quase lágrimas de Louçã, não saiu nada de novo e muito menos de original. E mesmo quando a sua nova orientação é deitar o governo abaixo e fazer regressar uma maioria de esquerda, nem isso é uma originalidade. Olhando para o seu curto percurso, foi isso que o Bloco sempre fez, ao sabor dos seus amuos e do seu tacticismo político. No ou fora do governo, o Bloco só descansará no caos instalado e na abjuração da democracia. Isto, se entretanto, a própria democracia não o mandar à fava, como recentemente quase o mandou. 



publicado por Bruno Miguel Macedo às 14:25 | link do post | comentar

Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012

 

Ruth: I miss what we had.
Nathaniel: So find it again.


Há, perpassando por toda a nossa sociedade, um ressentimento crescente, a pior forma de encarar a vida. Esse ressentimento manifesta-se em toda a parte e em todos os patamares: no drama do desemprego, na crise financeira, na sensação de abandono, na interiorização da impotência face ao inevitável, no ruir dos projectos individuais e familiares. Ele, o ressentimento, anda por aí, cavalgando a onda, ganhando adeptos, recusando aliados e fugindo num caminho fácil. Mas o ressentimento subverte a nossa percepção e impede-nos de ver com clareza, confundindo-se facilmente com a inveja aos outros e ao que eles têm, criando ainda aquela necessidade de igualdade inalcançável, junto daqueles que antes não pensavam da mesma forma.

Dir-me-ão que os homens nascem iguais. Ou que deviam nascer iguais. A subversão destas ideias cria um paradoxo, principalmente à esquerda, impossível de resolver. Mas aqui o pensamento até é outro: se uns têm, porque é que eu não hei-de ter? Se uns mantêm, porque é que eu não hei-de continuar a ter? Estas são as perguntas que se fazem e as respostas saem rápidas na ponta da língua como saídas fáceis: revolução, nacionalização, sublevação, julgamentos sumários e outras dentro do género. No fundo, toda e qualquer saída passa por eliminar o “problema” com a maior eficiência possível.
Mas o pior mesmo, não é sentir esse ressentimento junto das classes populares. É senti-lo junto da classe média, onde a força da crise bateu com entusiasmo acrescido e as pessoas sentem mais de perto os seus efeitos: seja porque perdem dinheiro, seja porque vivem pior, seja porque têm menos conforto, seja porque compram menos coisas, seja porque o emprego sumiu-se na “crise”. Tudo isto são sinais da degradação acelerada de uma classe que se esfrangalha e se divide entre os que continuam nela e os que pura e simplesmente desaparecem ou vão desaparecer dela. É com isto que teremos de lidar. Com este ressentimento instituído e assente nas saídas agradáveis, como se houvesse saídas agradáveis, um terreno muito fértil para a demagogia. E isto já nem será uma mera hipótese académica. Com a falta de preparação da classe política, tudo isto já é mais que uma mera possibilidade. É quase uma profunda certeza.


publicado por Bruno Miguel Macedo às 10:53 | link do post | comentar

Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012

“ I'm not a solution to your problem. I'm another problem.” - Joan Holloway



publicado por Bruno Miguel Macedo às 12:40 | link do post | comentar

Quando o aproveitamento político se sobrepõe a qualquer sentido de verdadeira responsabilidade, o resultado só pode ser um: a recusa total em integrar uma solução viável que represente, por arrasto, uma saída para a crise profunda em que vivemos. Reformar o Estado não é, então, um capricho da direita como muitos julgam; é um desígnio nacional que necessita do contributo de todos os homens que acreditem em Portugal. Num momento em que os senhores da extrema-esquerda e da esquerda recusam, de circo montado, qualquer “reforma”, ser a direita a liderar este propósito é apenas um pormenor.

Ressalve-se, contudo, a coreografia anedótica e vazia levada ao palco pelo Dr. Seguro. Se dúvidas ainda subsistissem sobre esta nulidade política, elas foram inequivocamente desfeitas por obra e graça do próprio. Aliás, e como o Dr. Seguro pormenorizadamente exemplifica, quando não se faz parte da solução, é porque se deve fazer parte do problema. De forma inocente, ou não, o Dr. Seguro deu uma ajuda preciosa.


publicado por Bruno Miguel Macedo às 12:14 | link do post | comentar

Quarta-feira, 7 de Novembro de 2012

Com um “o melhor ainda está para vir”, frase que encerra mais uma clara promessa (será que esta ele cumpre?) e que dá para tudo e mais alguma coisa, Obama fez o discurso da sua vitória, na noite em que derrotou Romney, o candidato melhor preparado (opinião minha, que andei a seguir a campanha bem longe do jornalismo (?) militante, e patético, indígena).
Elogie-se a realidade de tudo ter corrido b
em para o mundo (que desejava a sua reeleição), para os americanos (que assim se livraram de um perigoso e retrógrado “fascista”, epíteto frequentemente utilizado pelos europeus para desqualificar os seus adversários da direita), mas não para mim (que desejava ver como funciona um recuo das políticas que se limitam a cobrar impostos para alimentar monstros instituídos e assim ajudar a provar a teoria que todos dizem ser melhor para Portugal, mas que, no fundo e pelos vistos, ninguém quer). Fica a lição.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 10:39 | link do post | comentar

Segunda-feira, 5 de Novembro de 2012

O que aqui vemos é o triste estado da nossa política feita por políticos menores e sem qualquer ética e responsabilidade. Aliás, gosto particularmente da frase “Deve ser o Governo e a troika a encontrar a solução para o problema que criaram”, um modo de lavar as mãos e de tentar confortavelmente negar um passado recente que pagamos bem alto no presente. Não há por isso quaisquer condições para negociar, falar ou discutir com esta gente que passa a vida a brincar e a fazer de conta que faz política a sério. Num tempo difícil, num tempo de agruras, também há que separar os homens dos ratos. E com os últimos, nós podemos bem.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 15:33 | link do post | comentar

O Dr. Soares, que se recusa reformar-se da política e do activismo político, continua em acelerado processo de degradação, distribuindo artigos de opinião e entrevistas onde constata ter apanhado um vírus que não tem antídoto. Sempre gostei do Dr. Soares e do que ele representou, num período decisivo da nossa história recente. Aliás, penso não ter havido político, neste país, tão engenhoso e capaz e quando li a sua autobiografia fiquei rendido à sua prosa e ao modo como soube movimentar-se nos bastidores da alta política, conseguindo os seus objectivos que eram também os “nossos” objectivos. Foram tempos gloriosos. Mas agora, com o passar dos anos e depois de umas aventuras menos conseguidas, o Dr. Soares projecta sobre si a intolerância e um espírito revolucionário muito próximo do Dr. Louçã e daquela gente que é tudo menos democrática. Dá-me pena vê-lo assim.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 12:17 | link do post | comentar

O jornalismo deseja uma vitória de Obama porque nestas coisas há um persistente medo da “direita” e de tipos que parecem “cowboys”. Lamentavelmente, todos eles pregam num deserto e cavam a sua própria sepultura, caindo num ridículo confrangedor. Felizmente para nós e infelizmente para eles, as eleições serão decididas pelos americanos e não por quem lê a propaganda instituída e por todo o lado distribuída. Na verdade, tudo isto termina amanhã. Graças a Deus.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 12:16 | link do post | comentar

Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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