Segunda-feira, 28 de Outubro de 2013

A humilhação continua a ser revelada a um ritmo quase diário sob a forma de denúncia na comunicação social. Milhões de emails e de conversas, simplesmente lidas ou escutadas – mas todas gravadas – pela poderosa parafernália tecnológica da NSA encapotada nesse argumento sempre útil da segurança. Mas isto revela bem o modo como nos deixamos iludir e o modo como transformamos as nossas vivências. Nós pusemo-nos todos a jeito e eles só estão a aproveitar. Ainda assim, este gente não tem um mínimo de vergonha. De um lado, porque não se escusam de fazer o que lhes apetece. Do outro, porque não tomam nenhuma decisão drástica que impeça isto de voltar a acontecer. O poder de uns é a revelação da fraqueza de outros. E neste campo, eles (EUA) mandam, e nós (Europa e resto do mundo, com algumas excepções) obedecemos. Uma vergonha.



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Quinta-feira, 24 de Outubro de 2013

Depois de anunciada já nem me lembro quando, eis que a apresentação da famigerada Reforma do Estado está, novamente, prometida para a semana. E se em Fevereiro era “brevemente” (Passos Coelho), se em Maio era “muito em breve” (Passos Coelho) ou era em “Junho” (Paulo Portas), se em Agosto era, novamente, “muito em breve” (Lomba), se também em Agosto era ainda “oportunamente” (Poiares Maduro), se em Setembro era que não se chegaria ao fim desse mês sem “poder debater no seio do Governo” (Passos Coelho), e se no início de Outubro era que “essa discussão seria muito em breve, talvez até na próxima semana” (Paulo Portas), hoje, dia 24 de Outubro, a coisa ficou já calendarizada para a próxima semana uma vez que “o guião da reforma do Estado está em fase de conclusão, sendo para aprovar no próximo Conselho de Ministros, na presença do primeiro-ministro” (Marques Guedes). Alguém ainda acredita no Pai Natal?



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Terça-feira, 22 de Outubro de 2013

A insistência no vazio é a pedra de toque desta criatura. Ele bota faladura como especialista fala em televisão, apresentando teorias, ideias e propostas que roçam ora a demagogia barata ora o mais inacreditável facilitismo (para não lhe chamar irresponsabilidade). Temo bem que mesmo com um mau governo, à nora e sem grande rumo, que o verdadeiro abono de família do Dr. Passos e do Dr. Portas continue a ser este protótipo de alternativa que se coloca aos portugueses. E sendo assim, the show must go on.



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Digamos que pedir a inconstitucionalidade se tornou um passatempo nacional aberto a qualquer um. Não há dia em que o Governo não se veja a braços com a ameaça da inconstitucionalidade sugerida pelas oposições ou pelas corporações. Aliás, muitos comentadores passam as noites a divagar sobre as suas dúvidas sobre a constitucionalidade inerente ao que comentam. Por certo, a política esvaziou-se, esfumou-se, perdeu a importância. Presos num documento, ou em documentos e planos de todas as naturezas e formas, a coisa não ata nem desata, restando o consolo de que é preciso tentar mudar alguma coisa para que tudo fique exactamente igual. Daqui já não saímos. E talvez não queiramos mesmo sair.



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Sexta-feira, 18 de Outubro de 2013

 

O problema já não está no meio ou no fim que se anuncia. O problema está no início e em não se ter feito aquilo que vaticinei: duas horinhas na televisão a explicar ao que se vinha e como se pretendia fazer, incluindo logo, nesse arranque, o que queríamos que fosse o Estado português. Daí para cá, foram os pés pelas mãos e as mãos pelos pés, e um rol infindável de contradições onde se encontram notáveis exercícios de semântica e essa realidade indesmentível de que ninguém sabe para onde vai. Isto também resume a única estratégia palpável – que nunca passou por verdadeiramente reformar o Estado como se impunha – que o governo encontrou: cortar (ou cortar às prestações) e aumentar impostos conforme o dinheiro que fosse preciso para alimentar o tal “monstro” identificado pelo Dr. Cavaco. E se qualquer criancinha com a quarta classe sabe que nenhuma casa começa pelo telhado, qualquer membro do governo deve também saber que navegar à deriva nunca levou ninguém a bom porto. E é com muita pena que digo isto porque nunca como em 2011 se reuniram tantas condições para transformar este país numa outra coisa.



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Quarta-feira, 16 de Outubro de 2013

 

Há qualquer coisa neste momento de televisão que não me deixa indiferente porque este final de quinta série de Mad Men é um instante sublime como poucos vi em televisão.
Começa com Nancy Sinatra em som de fundo e o que se vê ali é qualquer coisa de espantoso: Peggy a deitar-se na cama sozinha depois de observar dois cães na rua a copular; Roger completamente nu e de braços estendidos à janela como se desafiasse o mundo; Peter a ouvir música em casa de olhos fechados; Donald sentado num bar, preso nos seus pensamentos, a fumar e a beber (altura em que este pequeno vídeo se inicia porque não consegui a cena toda).
E depois, de repente, vem a pergunta fatal, quando ela menos se espera, vinda de uma completa estranha: “Are you alone?”. Donald, demora-se uns segundos, antes de lançar um olhar tão enigmático como revelador. E nós, que assistimos, ficamos imediatamente a saber a resposta àquela pergunta.
Naquele fim, neste final, não é só Donald que está só em todos as suas interpretações. É também Peggy, Roger e Peter, personagens que dão todo o sentido aos dramas interiores que vivem e à vida que escolheram marcada, porventura, por um processo de acelerada decadência. E a pergunta assassina, tal como a resposta silenciosa, leva-nos bem fundo a esta nossa condição humana. “Are you alone?” Quantos de nós não estão efectivamente sozinhos?



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Começar a casa pelo telhado traz os inevitáveis incómodos. Como reformar o que aparentemente é irreformável? Não sei. Mas qualquer indício de reforma do Estado ruiu com a apresentação do Orçamento para 2014, como qualquer análise racional concluirá. E se andamos nesta “reforma” desde que a 16 de Fevereiro o Dr. Passos anunciou que ia apresentar um guião “oportunamente” e se chegamos à 8ª e 9ª avaliações da tróica de 3 de Outubro com a certeza dada pelo Dr. Portas que “talvez na próxima semana” essa reforma seria apresentada, o mais certo é que hoje ,16 de Outubro, mais de nove meses depois, nem um nem outro andam interessados na coisa porque a única “reforma” do Estado é a reforma dos salários, das pensões e das contribuições. Isto diz muito sobre o conceito e sobre a prática política: reformar para eles é um mero exercício de cortes, a tal folha de Excel que um dia se tornou famosa. Tudo o resto, ideologicamente ou não (já nem sei), nunca verdadeiramente interessou. Na realidade, como nunca perguntamos para que queremos o Estado – funções, obrigações, papéis, estatuto, etc. – o mais certo é continuarmos sem fazer a mínima ideia do que queremos dele. E sendo assim, as coisas são o que são: um lodo instituído sem fim e o início de uma nova vaga de austeridade. Já não vamos lá.



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Terça-feira, 15 de Outubro de 2013

 

Enquanto a vergonha continua, a Europa – prosélita e sempre subserviente – cala-se e limita-se a observar os abusos sem nome perpetrados pelos americanos. Não há em toda esta historieta de mau gosto uma única justificação plausível que minimize a acção de uns (da NSA e do governo americano) e a inacção de outros (da UE e dos governos europeus). No fundo, se a tecnologia, como um dia disse Kranzberg ao enunciar as suas leis, não é boa nem má, ela também não é neutra, como facilmente se vê e se constata. Neste mundo tecnológico comandado por homens, e feito de programas e de supercomputadores que aos poucos coarctam a nossa liberdade, invadem a nossa liberdade e condicionam as nossas acções, atingimos um ponto de quase não retorno. Não lutar contra isto é coisa que não consigo aceitar.



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Quinta-feira, 10 de Outubro de 2013

A desorientação política do Governo em muitas matérias sensíveis, algumas delas assumidas como bandeiras eleitorais, é uma constante diária. Porque o que ontem era uma certeza (a alienação da RTP, por exemplo), hoje não passa de uma caricatura onde há, inclusive, a criação de mais canais. Nunca houve um governo que soubesse o que fazer com este monstro que, ao que dizem, gasta mais em salários do que em produção. Mas em vez de se resolver o problema em si como recomendaria o bom senso, as opções políticas são sempre as mesmas: ou deixar tudo como está, ou alimentar ainda mais o monstro. Quem disse que correr para a frente não era uma solução?



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Quarta-feira, 9 de Outubro de 2013

 

A “boa imprensa” traz óptimos dividendos mesmo quando não temos nada de novo a acrescentar. É por isso que um grupo de 20 pessoas cria todo este alarido, sem qualquer importância, mas que a comunicação social se encarrega de empolar como se ali houvesse algo de novo ou algo de original. Só que não há ali nada. Aliás, a formação destes movimentos que se dizem espontâneos e democráticos, são tudo menos espontâneos e democráticos. Fazem-se passar, portanto, por aquilo que não são, mesmo que teatralmente decorados com as suas assembleias “populares” onde simulam representar o povo, as suas tendências “revolucionárias” e aquele género de democracia de que só se gosta quando é a nosso favor. Mandasse o bom senso e isto seria uma mera nota de rodapé, nem que fosse para evitar o efeito bola de neve que a “boa imprensa” provoca junto de gente que só procura protagonismo fácil, demagogia barata e publicidade gratuita. Mas olha-se para qualquer um deles, e vê-se, e sente-se, e cheira-se a sua origem burguesa e todo um modo de vida que em nada se coaduna com os ideais que eles dizem defender ou praticar. Pois é: é fácil ser-se “revolucionário” para jornais e televisões. Mas na vida real, a coisa pia diferente.



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A esquerda entretém-se neste vazio onde deseja tudo e o seu exacto contrário. Mas o problema da RTP é de outra natureza: tem que ver com a posse de meios de comunicação social pelo Estado e pelo papel que este define para os mesmos. Atrás desse conceito tão vago de nome “serviço púbico”, manter uma televisão pública (e rádios, e jornais, e agências noticiosas, e seja o que for) é elucidativo sobre o modo como olhamos para isto de forma complacente, romantizada e pueril. Ninguém faz absolutamente nada para acabar com a miséria instituída e com os escândalos que diariamente nos entram casa adentro. E se a direita (o governo) finge que vai e a esquerda (a oposição) finge que não quer, então que depois não se queixem do miserável “serviço público” a expensas do contribuinte (a primeira) ou dos favorezinhos de ocasião que as chefias supostamente promovem para agradar a quem manda (a segunda). Da minha parte, a coisa nem existia. E olhando à minha volta, sei que nem daria pela falta dela. O resto, é folclore. De mau gosto, ainda por cima.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 10:36 | link do post | comentar

Terça-feira, 8 de Outubro de 2013

Brinquemos às greves. Onde for e onde calhar, de preferência em sectores que atrapalham a vida a milhares de pessoas. Numa empresa cujo défice ronda os 4300 milhões de euros (não é engano) andamos todos mesmo a brincar. Brinquemos, portanto.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 12:06 | link do post | comentar



Descubro Daniel Silva quase por acaso. Em Agosto, para ser preciso, e em três livros de edição de bolso. Leio-os de uma assentada, mergulhando nessa espantosa personagem criada por Silva de nome Gabriel Allon. Gosto do que ali está. Os livros correm escorreitos, são bem construídos e há todo um conhecimento que acrescenta para quem gosta do género. Daí para cá, os livros de Silva que compro passaram das edições de bolso para as edições de formato normal, o que fez com que mais uns quantos embelezassem as estantes de casa depois de devorados com convicção. Sim: quando descubro um autor que gosto leio quanto mais posso, porque me divirto e porque assim faço uma pausa na História, na Política e na (pouca) Sociologia a que me dedico (na verdade, nunca as abandono verdadeiramente graças a esse péssimo hábito de ler várias coisas ao mesmo tempo).
Num momento em que as televisões só falam de desgraças e o país mergulha nas suas infindáveis contradições, nada como boa ficção para substituir a nossa amarga e triste realidade. Os serões ficam melhor passados e eu quase me esqueço de tudo. Que mais eu podia querer?



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Sexta-feira, 4 de Outubro de 2013

PROGRAMA CAUTELAR - eufemismo para novo Programa de Assistência.
PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA - eufemismo para resgate.



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Quinta-feira, 3 de Outubro de 2013

(Foto retirada do Público Online)

 

Se os dinossauros das autarquias simplesmente mudaram de poiso para poderem continuar nas lides e assim contornar a limitação de mandatos e o Tribunal Constitucional, em Ferreira das Aves a imaginação do autarca indígena assumiu outro género de proporção e de originalidade. Foi aí que José Luís Vaz, outrora um ilustre desconhecido nacional, deu cabo de qualquer dúvida do Tribunal Constitucional quanto à limitação de mandatos ao candidatar, Maria Virgínia Figueiredo que não partilhando o nome do primeiro é comprovadamente casada com ele.

Não haveria nenhum problema com isso não fosse o caso de Maria Virgínia Figueiredo nunca ter pretendido assumir o mandato e agora, depois de ter ganho a Junta, ir renunciar para dar o lugar ao número dois da lista. Como certamente já pressentiu, o número dois da lista é precisamente José Luís Vaz, excelso marido da dita senhora e presidente da Junta de Ferreira das Aves há 20 anos. Espantado? Por favor, não fique. Num país onde se comemora uma vitória eleitoral à porta de uma prisão, já nada espanta. Ou, pelo menos, não devia espantar.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 12:20 | link do post | comentar

Há dias, dei por mim a observar uma família que num restaurante aguardava pelo almoço. O pai, compenetrado, olhava para o telemóvel parecendo ler notícias. A mãe, sorridente, estava agarrada ao telemóvel trocando mensagens. O filho, excitado, carregava freneticamente no ecrã do telemóvel jogando um joguinho qualquer. A filha, amorfa, tinha o telemóvel embrenhado nas mãos à espera que algo acontecesse. Não se falavam. Quando foi que perdemos a capacidade de conversar uns com os outros?



publicado por Bruno Miguel Macedo às 11:34 | link do post | comentar

Quarta-feira, 2 de Outubro de 2013

 

No rescaldo de uma noite eleitoral, a coligação teve interpretações diferentes dos ditos resultados autárquicos: o Dr. Portas apresentou-se como um vencedor (de quê, não percebi bem, mas meteu qualquer coisa como 5 municípios conquistados) e o Dr. Passos apareceu como um derrotado (o resultado não lhe dava grande margem de manobra, daí o semblante carregado). Na oposição, a coisa, por seu lado, foi absolutamente normal: o Dr. Seguro foi todo sorrisos julgando-se no céu (mesmo perdendo 250 mil votos, ele diz que ganhou mais câmaras), o camarada Jerónimo exultou as suas novas conquistas e reconquistas (um regresso aos anos 80 de tão boa memória para o país) e o camarada Semedo garantiu, sem se rir, que estávamos perante uma enorme derrota da direita (esquecendo confortavelmente a sua própria derrota). O cenário é o que é. A realidade é a que temos. Daqui já não saímos.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 15:53 | link do post | comentar

 

Eu sei que o modo de funcionamento dos partidos políticos é pouco democrático. E sei também que, depois de eleitos, qualquer líder e a sua equipa, trabalham para minimizar a oposição interna e arredar os “empecilhos”. Só que por vezes, convém às lideranças e aos próprios “empecilhos” manterem-se perto uns dos outros, aplicando a célebre máxima política apenas por uma questão estratégica. O Dr. Ribeiro e Castro é um caso exemplar que o Dr. Portas decidiu abrigar em plena Assembleia da República. E quer um quer outro, sabiam ao que vinham e, muito provavelmente, sabiam qual seria o resultado final da contenda. A política quando entra no campo mais intimista, entra num território negro de que ninguém se safa incólume. Hoje, olhando para as noticiazinhas sobre a política do país, só se vê a normal intriga feita de recados e de recadinhos e a individualização da mesma, esquecendo o bem maior que é a colectividade em que estamos inseridos. Infelizmente, os políticos, com a ajuda sempre grata da comunicação social, alimentaram este círculo vicioso. E agora não saem da sua esfera de influência, porque ela não deixa e porque ninguém tem coragem de quebrá-la. Como um dia disse Richard Helms, antigo director da CIA, “Não estamos nos escuteiros. Se quiséssemos estar nos escuteiros, tínhamos ido para os escuteiros.” Amanhem-se.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 12:42 | link do post | comentar

 

Claro que o que aqui está não é exactamente o mesmo daquilo que aqui está, por mais propaganda que se tente fazer. É natural que haja descontentamento: o governo não tem tido vida fácil, as pessoas e as empresas também não, e o que sobra não dá para mandar cantar um cego durante trinta segundos. Note-se, contudo, a tentativa de alguns já prepararem o salto do barco antes que este afunde, um sinal das luas intestinas que se aproximam e que têm como único intuito a sobrevivência política. Mas o que conta é, perante a revolta silenciosa, a incapacidade de explicar as coisas e a ameaça velada de um novo resgate, a decisão do povo de castigar também o governo. E castigando o governo, o povo também removeu, por arrasto, muitos autarcas sociais-democratas (a maioria, sem culpa nenhuma da situação) com trabalho meritório e que não estão contentes. Logo, de pouco adianta fingir que não se passou nada naquele domingo, dia 29 de Setembro. Negar o inegável, é enterrar a cabeça na areia. Não me parece que seja uma grande saída. Ou, por outra, uma grande visão sobre o assunto.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 12:18 | link do post | comentar

Fico espantado com a quantidade de crianças que nos tempos que correm “sofre” de “hiperactividade”, um diagnóstico que aparentemente dá para justificar tudo e mais alguma coisa, incluindo as birras declaradas nos restaurantes, a gritaria sem controlo em qualquer espaço que tenha gente ou a estranha relação entre comer e ver bonequinhos. No meu tempo, a hiperactividade (se existisse, mesmo que não diagnosticada) tinha um remédio rápido que não passava nem por consultas, nem por medicamentos, nem ainda por uma paciência de santo a roçar a quase apoplexia nervosa. Duas palmadas no rabo e a hiperactividade sumia-se no ar tão rápido como havia chegado.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 12:03 | link do post | comentar

Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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