Quarta-feira, 27 de Abril de 2011

Quando se pensa que é difícil descer mais rasteiro na política doméstica, há qualquer coisa que vem e nos diz que é sempre possível descer mais um pouco. Agora é o talvez engenheiro, quase sempre ele a nos dizer que não há limites para o absurdo, que se mostra disponível para um possível acordo com o PSD de cariz pós-eleitoral, capaz de nos tirar do lodo onde ele e os seus sequazes nos colocaram. Garantiu isso mesmo ontem numa entrevista à sempre prestável D. Judite, ex-RTP, com aquela cara de pau que lhe é característica, como se a vida fosse vivida apenas dia-a-dia e sem qualquer memória pelo passado. O talvez engenheiro esmera-se sempre na sua funesta obra e virtude, mas saliente-se que o tom não convence nem permite sentir amor por tão esclarecidas palavras. Julga ele, com o som dos pavões a servir de fundo, que é possível conciliar o carrasco com as suas vítimas. Julga mal. Passe bem.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 10:51 | link do post | comentar

Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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