Terça-feira, 10 de Maio de 2011

 

 

No fundo, numa análise crua, ninguém podia ganhar ou perder o debate de ontem, porque os dois candidatos mostraram imensa segurança nos seus argumentos e uma determinação férrea na condução dos seus pontos de vista. Se Paulo Portas esteve bem ao identificar um país banhado pelo Atlântico, saturado dos socialistas e continuamente massacrado pelo desastre político e económico, já Sócrates esteve igualmente bem quando confortavelmente ignorou esse mesmo país e falou de um território situado na sua prodigiosa imaginação. Qualquer comentário adicional sobre o que se passou antes, durante e depois é cruel perda de tempo porque, em rigor, é impossível comparar estes dois mundos distintos que ontem faziam parte da equação e que, à vez, se revezavam na sua entrada no debate. Quando a demência atinge certo ponto, já não vale a pena tentar explicar. Que ontem tenham deixado o engenheiro discorrer à vontade sobre uma ficção é apenas pormenor que resume bem o que acabamos de dizer.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 20:27 | link do post | comentar

1 comentário:
De Golfinho a 10 de Maio de 2011 às 21:57
Pois é, normalmente os debates têm a função de esclarecer, mas neste caso a ideia deixada é que: "nem eles próprios sabem o que têm de dizer para 'acalmar' a insegurança - natural - dos portugueses.....a ver vamos...!!!!!!!


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Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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