Terça-feira, 17 de Maio de 2011

O debate de ontem foi mais um dos que não fazia falta. De um lado, a vitimização do costume; do outro, a retórica balofa arquivada nos livros de história. Não valeu nada. Não podia valer nada. Continua a ser complicado encontrar motivos de interesse em debates demasiado preparados e fantasmagoricamente vazios. Ali pouco se discute porque a nobre arte está agora nas mãos das agências de comunicação que esvaziaram a política e meteram-lhe palha. Assim, tudo isto de pouco serve ainda para mais quando olhar para o animal feroz é tarefa cada vez mais penosa.

Mas o que fica de ontem, a única coisa que sobra deste jogo monótono, é o aviso perigoso do nosso ainda primeiro: mesmo acossado, isolado e sem ninguém com quem se coligar, o Eng. Sócrates disse claramente que o vencedor terá de formar um governo. A sua estratégia é agora cristalina porque o que está em causa é esta sua obsessão em querer dividir para reinar: à esquerda rouba votos aos alienados políticos que vivem num passado criminoso; à direita espera que o CDS cumpra com a sua função e que roube os votos decisivos ao PSD. O aviso ficou em cima daquela mesa, sem tirar nem pôr. Esperemos que haja inteligência suficiente para não cair nesta esparrela.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 15:53 | link do post | comentar

Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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