Terça-feira, 17 de Maio de 2011

Todos sabemos que as extraordinárias Novas Oportunidades do Eng. Sócrates serviram para criar, artificial e estatisticamente, um país qualificado capaz de ser apresentado em reuniões com gente civilizada. Claro está que o regabofe no ensino conta pouco, uma vez que o importante é dar e obter títulos, nem que seja pela porta do cavalo ou pela experiência sortida do candidato que não estudou em tempo útil. Daí não se compreender as duras críticas a Pedro Passos Coelho quando este usou a terminologia correcta: as novas oportunidades são uma “credenciação à ignorância”, consumada, promovida e alimentada pelo Estado, há que acrescentar.

O Eng., que aproveita todas as deixas para salivar, acha a crítica do líder do PSD às Novas Oportunidades um insulto aos 500 mil portugueses que já beneficiaram desta originalidade. Não lhe passou pela cabeça entender a coisa no seu exacto contrário: que o programinha é um insulto claro, mas a quem se esforça e, abnegadamente e sem favores, obtém com mérito as suas qualificações. Mas vindo de quem vem, não estranhemos que certos facilitismos façam escola. Ou que façam universidade, se preferirem. Com certa gente não se aprende nada. Talvez seja esse o seu único objectivo.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 17:05 | link do post | comentar

1 comentário:
De Jose Freire a 17 de Maio de 2011 às 18:28
É uma pena que não tenha conhecimento de programas equivalente que são utilizados em vários países europeus como tive aliás oportunidade de estudar em detalhe por motivos profissionais. Pois é, contrariamente ao que se pensa, não podemos patentear esta ideia por já estar há muito em utilização nos países ditos da 1ª divisão. As políticas educativas são correctas ou erradas per si não estão dependentes de quem as implementa embora claro está a eficácia das mesmas pode ser melhor ou pior.
A sua opinião parte do principio de que José Sócrates foi formado por favor. Não sei, não conheço o processo. No entanto, gostaria de ver alguns licenciados que me passam pela frente, com uma pequena parte das qualidades que vejo em Sócrates. Se o mundo fosse a preto e branco dava menos trabalho a analisar mas não é o caso.


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Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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