Segunda-feira, 24 de Agosto de 2015

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Churchill, do alto da sua espantosa tenacidade, soube sempre o que estava em causa na guerra contra os alemães. Ele viu primeiro que todos os outros e percebeu antes de todos os outros, e depois de vencer a guerra, o resultado da paz que nos esperava. Não era um homem qualquer. Incongruente, bruto, mal-educado e rezingão em muitos casos, mas também magnânimo, assertivo e visionário, Churchill foi o homem certo para um tempo certo, mas errado. Ao longo da sua difícil luta, muitas vezes isolado e sem grandes apoios, e mesmo quando muitos desejavam uma "paz podre" e que a Grã-Bretanha se vergasse ao poderio de Hitler, Churchill manteve bem viva a esperança de todo um povo. Não é portanto de estranhar a sua concepção de propaganda e o modo como utilizava a oratória para motivar os britânicos e estuporar os inimigos. Um belo dia, A. G. Talbot, o Capitão-de-mar-e-guerra responsável pela campanha naval contra os U-Boat nazis, atreveu-se a questionar Churchill sobre as estatísticas que este apresentava sobre o afundamento destas embarcações terríveis e que à época faziam do Atlântico um enorme cemitério. Churchill, perspicaz e corrosivo, respondeu-lhe: “Nesta guerra, Talbot, há dois tipos de pessoas que afundam submarinos. Você afunda-os no Atlântico. Eu afundo-os na Câmara dos Comuns. O problema é que você afunda-os a um ritmo que é metade do meu.”



publicado por Bruno Miguel Macedo às 10:06 | link do post | comentar

Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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