Quarta-feira, 2 de Setembro de 2015

Com a campanha em ritmo de não-campanha, vêm ao de cima os subtis exemplos de prometer um mundo novo em cada esquina por onde se passe. Ontem, nos Açores, foi Costa que apresentou quatro diferenças relativamente à coligação, nenhuma verdadeiramente uma diferença. Podiam ser 6 ou 7, que ninguém notaria, porque o problema de Costa, e do PS por arrasto, é a recuperação anunciada do país e o facto de Passos dizer cada vez menos. De resto, o desespero da campanha socialista é um pouco isto: não saber o que dizer porque qualquer erro paga-se cada vez mais caro, porque não tem mesmo nada de novo para apresentar e porque tem um adversário inteligente. Daí este ritmo controlado, que é aliás comum aos principais contundentes. Passos e Portas pediram aos ministros para não cometerem erros, por exemplo. Costa já afastou um director de campanha, outro exemplo. E jornais e jornalistas procuram o caso e o casinho, preferindo o acessório ao essencial, em vários exemplos, como é o caso gritante do empolamento das presidenciais ou as questiúnculas com gente menor.

Esta vertigem mostrou-se também no primeiro debate destas legislativas. Bloco e PC tiveram uma conversa amigável (com o PS em pano de fundo), mostrando mais o que os aproxima do que aquilo que os distancia, que é como quem diz, nada. Esta meiguice instituída releva a indecorosa necessidade de que em campanha o mais importante é sobreviver, manter o lugar e fazer de conta que se existe. Mas apenas Jerónimo está confortável nas sondagens, porque Catarina está prestes a entrar em ebulição. No dia 5 de Outubro, o PC continuará provavelmente igual. O Bloco deixará de ter importância e a luta continuará. Mas até à véspera, é um duelo entre Passos e Costa. Mesmo que ambos dêem falta de comparência.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 12:14 | link do post | comentar

Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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