Segunda-feira, 8 de Setembro de 2014
Bastou o primeiro jogo de qualificação para o inferno de Paulo Bento regressar. Sem Ronaldo, e sem outros que apenas lá andaram de corpo presente, a selecção foi a imagem integral do último mundial e daquilo que vale: uma nulidade quase absoluta.

Por certo, as “novas” escolhas (ou a “renovação”) podem ser discutidas e o seleccionador pode ser criticado. Garantem-me, por aí, que Adrien, Cédric, Bruma e mais um ou outro conjuntamente com Ronaldo, William, Moutinho e Coentrão, por exemplo, mudariam o mundo da selecção por obra de um qualquer milagre. Só que não mudariam. A qualidade do jogador português anda pelas ruas da amargura e os nossos principais clubes dedicam-se às compras por atacado de estrangeiros para tapar os buracos que eles próprios criaram. O Sevilha, por exemplo, tinha tantos portugueses (dois) em campo como o Benfica na final da Liga Europa. E isto porque o Benfica tinha dois estrangeiros titulares castigados e/ou lesionados.

Depois da espinha dorsal de Mourinho e do FC Porto, aproveitada por esse medíocre Scolari, e da grande selecção de Humberto Coelho, nunca mais houve entrosamento nacional que se visse. Os jogadores chegam daqui e dali, vindos da “Europa” e do futebol “globalizado”, com o intuito de serem misturados como ingredientes de uma receita mágica.

Como remédio, parece evidente que misturar tudo e juntar o melhor do mundo não chega. Nem vai chegar. Chame-se o seleccionador Paulo Bento ou tenha ele um outro nome qualquer, não vale a pena viver em ilusões. A Albânia não foi a primeira decepção. E não será, com certeza, a última.


publicado por Bruno Miguel Macedo às 13:09 | link do post | comentar

1 comentário:
De slot machines betclic a 13 de Setembro de 2014 às 19:12
Totalmente de acordo... mas nestes casos o elo mais fraco é sempre o treinador.

Não vale a pena estar à espera de milagres, o Ronaldo sozinho não chega e não há perspectivas de ver chegar sangue novo à Seleção nos próximos anos, até porque em Portugal não se aposta na formação.

Agora, é esperar para ver o rosto do próximo Mister...


Comentar post

Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
Junho 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
23
24

25
26
27
28
29
30


posts recentes

A síndrome socialista

Soltar os cães

Um argumento

Regressando

Um papel

A cartilha

Prometeu

Um ou dois milagres

Uma nomeação

Cresçam

arquivos

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Maio 2015

Abril 2015

Setembro 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

tags

anáfora

antonomásia

benevolentes

blanchett

bloco

cate

charme

dench

djisselbloem

eufemismo

eurogrupo

guerra

gwyneth

helen

jonathan

judi

littell

metáfora

mirren

paltrow

perífrase

porto

prosopeia

renda

sela

socialismo

twitter

ward

todas as tags

links
blogs SAPO
subscrever feeds