Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

 

Ao que parece a selecção nacional realizou um jogo treino com a Macedónia cujo resultado final se saldou num nulo futebolístico absoluto. A selecção chegou mesmo a ser vaiada, sinal de que o público, que não adormeceu, pelo menos se entreteu. Entretanto, alguns jogadores mostraram-se tristes pelo pouco apoio do público e pelos assobios perante a monotonia exibida, facto que dizem ser incompreensível.

Não deixa de ser interessante a perspectiva infantil de alguns dos milionários que compõem esta selecção. Aliás, não deixa de ser interessante se pensarmos que estes petizes, porventura, estão ali mais preocupados em competir por melhores contratos, pelas últimas bombas automobilísticas, pelas conquistas amorosas e pelo pleno elucidar do que é estar bem na vida. isto enquanto esturricam dinheiro em sumptuosos estágios de utilidade duvidosa.

Infelizmente, analfabetos há em todo o lado e em todas as classes e profissões. Só não lhes lembrou – aos jogadores da selecção – que os preços pagos pela assistência – e que variavam entre os 5 e os 15 euros – exigia mais aprumo e talvez outra dedicação, nem que fosse por respeito ou decência, tanto fazia. Pena ainda que os rapazinhos não entendam a importância da função que desempenham para um povo massacrado e que neles vê uma esperança. Não se lhes exige o mundo, mas no mínimo exige-se respeito. Por quem paga, e sofre, para ver a tragicomédia que pelos vistos insistem manter em exibição. Habituem-se ou desapareçam. Por mim, tanto faz.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 15:45 | link do post

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Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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