Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

No dia em que começamos a conhecer o novo governo, a tensão acumulada não parece dar ideia de querer diminuir. Pasme-se o modo peremptório como um possível líder do PS veio negar qualquer possibilidade de entendimento constitucional quando o lixo acumulado já nos dá pelo pescoço e os nossos problemas definham sem solução imediata. Um governo novo vale pela novidade e pela capacidade de motivar. Mas sem os instrumentos adequados de pouco ou nada servirá a não ser para retalhar e fazer pequenos curativos. O momento é doloroso. Não só na nossa dignidade evidentemente ferida como também pela falência do nosso imaginário colectivo que ruiu com a chegada da realidade. Olhamos hoje, por exemplo, para o nosso vizinho enebriado por uma crise de emprego sem precedentes ou, para um pouco mais longe, para as terras gregas a saque pelos deuses dos mercados e pelos especuladores, com a estranha sensação de que podemos ser os próximos. O momento não podia ser pior. Mas ou imediatamente assumimos ao que viemos e o que nos propomos fazer, ou daqui a uns tempos de pouco adiantará gritar contra o mundo.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 15:28 | link do post

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Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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