Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

 

Não devíamos estranhar nada disto. O fascismo entra-nos casa adentro sem contemplações para ensinar o indescritível indígena a conviver com os outros e consigo mesmo. Haverá um dia que ele viverá plenamente controlado, com as gorduras em dia e com as calorias estritamente necessárias; fará exercício matinal em rede e à frente de um computador, não fumará, nem beberá vinho (ou outra coisa pior); viverá em plena contemplação para evitar ataques cardíacos e ansiedades desnecessárias e comerá muitas verduras e frutas variadas. Viverá até aos 100 ou 150 anos, idade mínima admitida. Mesmo que ele não queira, não há qualquer problema: o Estado trata-lhe do assunto, que é o mesmo que dizer, trata-lhe da vidinha. Não daquela que o indígena quer viver, mas daquela que o Estado quer que ele viva. A bem ou a mal. E à força da legislação idiota. Tudo em nome da saúde, do progresso e da criação de um homem horrivelmente novo. Onde será que eu já vi isto?



publicado por Bruno Miguel Macedo às 17:34 | link do post

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Publius Cornelius Tacitus
To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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