Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

 

Não vale a pena dar publicidade a uma coisa que não merece um único comentário já que a imaginação – e a idiotia também – humana continua a voar por aí sem limites visíveis de bom senso ou bom gosto. O Sr. Rodrigues dos Santos merece continuar a perseguir o título de mais vendido do país porque só isso o preenche, mas já não merece a publicidade bolorenta feita apenas com o intuito de vender e promover. A bem da verdade, nunca li nada do senhor. Nunca precisei e espero nunca sentir nenhuma espécie de atracção pelo género. Os enredos apresentados são sempre, ou excessivamente pretensiosos ou penosamente vazios, o que é igual. E com dezenas de livros, literalmente dezenas, em espera e a precisar da minha atenção, não conto perder um único serão embrenhado em teorias abstrusas envoltas em boas encadernações mas de conteúdo duvidoso. Contudo, espero que toda a gente perceba que os livros do Sr. Santos são iguais aos livros do Sr. Dan Brown: servem para divertir a malta e não são para serem levados a sério.



publicado por Bruno Miguel Macedo às 11:43 | link do post | comentar

10 comentários:
De JPS a 25 de Outubro de 2011 às 12:31
Concordo plenamente.
O Sr. JRSantos (não é nada ingenuo) sabe que ao escrever uma obra de ficção onde remete a factos supostamente científicos e históricos, está passar uma mensagem aos leitores de que aquilo é mesmo verdade! Assim o fazem muitos escritores de best-sellers (como Dan Brown) com intuito de criar uma espécie de doutrina anti-Igreja, muito bem sucedida num público que adora mistérios e verdades escondidas muito bem floreadas, mas que não quer sequer ir à raíz dos factos, do conhecimento e da verdade histórica.


De Bruno Miguel Macedo a 25 de Outubro de 2011 às 15:55
Infelizmente, ridicularizar, por vezes, a Igreja Católica é popular e atrai muita gente.


De Não entendo... a 25 de Outubro de 2011 às 12:54
Mas afinal qual foi o crime do JRS?


De Bruno Miguel Macedo a 25 de Outubro de 2011 às 15:48
Não houve crime absolutamente nenhum. Eu apenas fiz um reparo. Apenas e só.


De Gaffe a 25 de Outubro de 2011 às 14:18
Não é errado ser-se outro Dan Brown! Há imensos e não causam dano algum.
O Thriller (mesmo o mais básico) pode servir apenas para ser lido no aeroporto ou para nos desembaraçar por momentos do peso gigantesco e genial de Lobo Antunes.
Não compreendo a aversão.
Já entendo a sua indignação perante a publicidade gratuita que o senhor JRS consegue ter na RTP.


De Bruno Miguel Macedo a 25 de Outubro de 2011 às 15:51
Eu apenas disse que espero que as pessoas percebam que certas coisas são escritas para divertirem e não para serem levadas a sério. Esse fenómeno aconteceu por exemplo com o Código da Vinci do autor que refere. De resto, tem todo o direito de escrever sobre o que lhe apetecer tal como eu tenho todo o direito de achar que isto tipo de publicidade só o beneficia e que ele o explora muito bem.


De Gaffe a 25 de Outubro de 2011 às 16:58
O problema é "que tem todo o direito de escrever sobre o que lhe apetecer", se for lá para casa, onde já sabem "o que se gasta", e não para leitores desprevenidos.

... e é claro que, tal como diz, tem todo o direito de achar que isto tipo de publicidade só o beneficia e que ele o explora muito bem (até porque eu concordo inteiramente)


De Arquitecto a 25 de Outubro de 2011 às 15:02
Como?...
"Nunca li nada do senhor", mas "Os enredos apresentados são sempre, ou excessivamente pretensiosos ou penosamente vazios"?...


De Bruno Miguel Macedo a 25 de Outubro de 2011 às 15:47
Sim: os enredos apresentados ou nas conferências de imprensa ou nas contracapas dos livros ou nas variadas entrevistas ou críticas que se vê por aí sobre os livros.


De Arquitecto a 25 de Outubro de 2011 às 22:50
Está bem. Mas ainda assim é falível e não posso estar de acordo, ainda que a minha opinião, felizmente, conte pouco. Eu li um deles e, por isso, posso dizer que o senhor tem um escrita pobre e pratica uma literatura a roçar o infantil.
Quanto aos temas, por muito que isso possa custar a tanta gente, é livre de trabalhar o que quiser.


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To ravage, to slaughter, to usurp under false titles, they call empire; and where they made a desert, they call it peace.
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